quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PERDENDO TEMPO NA CIDADE

Exploração: Palácio da Justiça. Praça da Sé.
Presentes: 07 jovens.
Horário previsto: das 8h30 as 12h00.
Ocorrência: o horário de visitação do Palácio da justiça mudou para a partir das 12h30, mudança desconhecida pelo educador.
Solução: explorar Mercado Municipal e 25 de Março. 

crônica:
Exploração com a turma da manhã.
 Cheguei as 8h40 na estação de São Miguel e vi alguns gatos pingados na escada. Esperei até 08h45 e chamei-os. Ao me verem, levantaram. Alguns estavam sentados e eu não vi. A turma da tarde já sabe que fico dentro da estação. Como a da manhã não sabia, não observaram que eu já estava por ali. Esperamos mais dez minutos e seguimos viagem, eu e mais sete jovens. No trem, conversas sobre São Miguel, Artes Marciais, trabalhos de escola e, evidentemente, os projetos nesta fase final do PJU. Meio perdidos? E quem não está meio perdido no mundo? A gente faz um monte de coisa sem saber por quê e por aí vai. Descemos na Sé. Caminhamos até o palácio da Justiça. Uma segurança me explica a duras penas que a visitação somente após as 12h30. Banho de água fria.
Na Sé, a turma sugere outros lugares, e decidimos pelo Mercado Municipal. Ali predomina italianos e nordestinos, não dá pra não perceber. Naturalidades e nacionalidades pulam em nossos olhos, nossos ouvidos, nosso olfato e nosso paladar. Uma feira dentro de um edificio histórico. Notamos que os preços são um tanto altos - absurdos, quiçá.

De lá, voltamos pela 25 de Março. Alguém compra um sapo de pelúcia pra alguém. Outra não se sente bem na multidão. Eu, pessoalmente, detesto essa abordagem onde os vendedores me tocam como se fosse conhecidos. Lembro da máquina. Registro algo ali. Comi bola de novo: não tirei foto no mercado. A Célia Yamasaki vai me comer vivo!!! A turma ri. Observam pessoas, policias, artistas, donas de casa a procura de algo, um universo de pessoas e a gente ali, como se estivesse perdendo tempo na cidade, mas assimilando cada informação.

Na volta, no trem, as conversas divertem, as pessoas percebem aquele grupo descontraído por um tempo e depois mergulham em seus pensamentos coditianos. Eles são o que são: jovens urbanos - e transformaram uma informação equivocada numa exploração rica e interessante. Obrigado, senhores. Fico devendo esta.  

Um comentário:

  1. "Eles são o que são: jovens urbanos - e transformaram uma informação equivocada numa exploração rica e interessante."

    A idéia é essa de transformação, aqui você transforma um relato cotidiano numa narrativa poética.

    Já estava fazendo falta.

    Abraço a tod@s.

    Vandei

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